Quem você é de verdade?

Por que a idéia de que ter personalidade é ter que defender um ponto de vista até o final, mesmo com os acontecimentos que mudam a nossa forma de ver a vida?

Falta de personalidade então seria coragem? Coragem de dizer: “sim, eu posso mudar”, é ter a cabeça aberta pro novo?

Definitivamente eu sou o que me faz bem. Sou aquilo que consigo sentir, o que me emociona, o que toca a minha alma. Sou um livro que leio, uma viagem que faço, sou o amor que vivo. Sou a camisa que visto, a música que canto, a atitude que fala por mim. Sou minha mãe, sou meu pai e muitas vezes me surpreendo comigo mesma e digo: “nossa, essa não sou eu”.

Ser é viver. Quem não vive e não experimenta, nunca realmente será nada. Aliás, será sempre a mesma pessoa, com a mesma cabeça, as mesmas frases, os mesmos livros e os mesmos assuntos. Como disse Raul Seixas um dia, “eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.”

E graças a Deus hoje sou a namorada mais grudenta, mesmo já tendo dito que achava esses casais um saco; a tricolor mais ansiosa nos jogos do Fluminense, mesmo sendo flamenguista até morrer e me transformei na pessoa mais feliz do mundo. E disso eu não abro mão!

Ser ou não ser? Eis a questão!

Eu sou e tenho dito.  =)