Boa tarde a todos que se dispõem a ler este blog!

A atualização do mesmo não tem ocorrido com tanta frequência, pois a monografia consome a maior parte do meu tempo e toda a minha criatividade!! 

Gostaria de primeiramente revelar que fui motivada a escrever sobre o tema “consciência genuína” após ler o livro “Mentes Perigosas”, da autora e médica Ana Beatriz Barbosa Silva.

Não pretendo, em hipótese alguma, tentar resumir o livro. O assunto é muito complexo e de extrema importâcia e acho que a doutora Ana Betriz o faz de maneira excepcional. A minha intenção é de apenas compartilhar a minha idéia acerca da leitura. 

Para quem ainda não teve a oportunidade de ler ou  nem ao mesmo ouviu falar, esse livro aborda a questão sobre  pessoas anti-sociais, em um termo mais conhecido, os psicopatas.

O que difere você de uma pessoa psicopata? Fisicamente, nada! É engraçado, pois ao utilizarmos esse termo, remetemos sempre a uma imagem de alguém com a face bruta ou monstruosa,pessoas com feições rudes e mal encaradas, num termo mais popular.  Se você o imaginava dessa forma, assim como eu e tantas outras pessoas, acabo de lhe informar que está redondamente enganado!

O psicopata se esconde, na maioria das vezes, atrás de uma aparência atraente, de uma boa conversa e de atitudes muito sedutoras. São quase sempre pessoas muito charmosas! Mas cuidado…. esse charme está repleto de segundas e más intenções! 

O que mais me chamou atenção na leitura foi como a autora discorre sobre o termo “consciência”. A este significado Ana Beatriz atribui a capacidade de amar as pessoas e o mundo!

“… é um senso de responsabilidade e generosidade, baseado em vínculos emocionais, de extrema nobreza, com outras criaturas (animais, seres humanos) ou até mesmo com a humanidade e o universo como um todo.” (Silva, Ana Beatriz, p. 27,2008).

Isso nos faz repensar o emprego desta palavra no nosso cotidiano. Quando arriscamos a vida para salvar um animal de estimação em um incêndio,  quando perdemos uma reunião de extrema importância para ajudar um amigo ou ficar em casa com um filho doente, estamos em pleno uso de nossa consciência, porque estamos agindo pelo amor! O consciente nem sempre é racional, mas certamente será sempre movido pela afetividade.

Seguindo essa idéia, a consciência genuína é a capacidade que temos de nos colocarmos no lugar de outrem, de nos fazer pedir desculpas quando erramos, de sentir felicidade com a alegria de outras pessoas, de nos entristecermos com tragédias, de protestarmos conta injustiças, etc. A consciência genuína é a prova de que o mundo pode ser melhor!

O que nos difere dos psicopatas é que eles não tem esta consciência, pois não sentem afetividade por ninguém! São frios e calculistas, incapazes de sentir culpa ou remorso. São capazes de passar por cima de qualquer pessoa para atingir seus objetivos, independente de quem eles possam afetar. Agem desde pequenos furtos até assassinatos extremamente pensados, podendo destruir a vida de uma pessoa somente para satisfazerem os seus desejos.  Nunca serão passionais pelo simples fato de não sentirem emoções!

“Eles vivem entre nós, se parecem fisicamente conosco, mas definitivamente não são como nós.”

O resto, só lendo pra saber! Fica aí a minha dica!

Um abraço,

Sylvia.

Bom, creio que todo início merece uma apresentação.

Meu nome é Sylvia, tenho 23 anos, muitas dúvidas, que um dia podem vir a ser certezas e algumas convicções, que um dia podem não ser mais tão certas assim.

Gosto de um fragmento do poeta Manoel de Barros que diz: “Eu penso renovar o homem usando borboletas”.  Aliás, essa frase é muito mais do que um recorte textual. Pra mim é um lema de vida!

Seria tão bom transformar o homem pela arte, pela beleza, pela sensibilidade ou por qualquer outra manifestação de amor.  Fosse por uma pintura, por um poema, como fez o referido poeta  entre tantos outros, ou pelo simples gesto de estender a mão a quem precisa.  É bom esclarecer que  quando emprego a palavra  ”simples”, em nenhum momento penso em reduzir o valor de sua importância.

Utopia? Pode até ser. Mas sabiamente Eduardo Galeano disse: “A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.” 

O pouco de tudo o que leio, do que vejo, do que sinto me transforma e consequentemente transforma o mundo. E pode ter certeza de que esta afirmação está livre de qualquer intenção pretensiosa, mas é uma idéia que acredito porque de alguma maneira afeto a quem está ao meu redor e consequentemente estes afetarão outras pessoas também. 

Experimente ler um único livro mais de uma vez. Você vai notar ao final da releitura que tem percepções diferentes acerca da mesma obra. A história não mudou, os personagens são os mesmos, mas a experiência de vida que você teve no espaço de tempo entre as duas leituras te fizeram lançar um novo olhar sobre a história.

Se um cômodo, que é estático, nunca é o mesmo de 1 minuto atrás, seja pela ação do vento, da vassoura ou de tantos outros fatores, imagine a cabeça de um homem que vive, se relaciona e experimenta durante todo o tempo de sua existência.

Fica aqui um pouco de mim e que espero que se torne um pouco de você também.  

Até breve,

Sylvia.